Influenciador paga R$ 100 mil para evitar processo por divulgar bets ilegais

Influenciador paga R$ 100 mil para evitar processo por divulgar bets ilegais

O influenciador Victor Vinicius de Freitas Gonçalves Silva se comprometeu a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos.

Mato Grosso.- Investigado no âmbito da Operação 777 por suspeita de divulgação de plataformas ilegais de apostas, o influenciador digital Victor Vinicius de Freitas Gonçalves Silva firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT). Para evitar a continuidade do processo, Silva concordou em pagar R$ 100 mil (US$ 19.614) por danos morais coletivos.

De acordo com o site Folhamax, o pagamento seria feito em cinco parcelas mensais de R$ 20 mil (US$ 3.923). Ainda é necessário que o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá (MT), homologue o acerto para ser efetivado.

Veja também: Combate às bets ilegais: Polícia investiga influenciadora do Mato Grosso por promoção de plataformas clandestinas

Victor Vinicius é suspeito de participar de um esquema de promoção de plataformas de jogos ilegais que podem ter movimentado R$ 12 milhões (US$ 2,3 milhões). Os valores foram bloqueados e sequestrados pela Justiça após a deflagração da Operação 777, em novembro de 2024.

Segundo o juiz que analisa o caso, o ANPP retiraria o influenciador do processo, mas o julgamento dos demais envolvidos seguirá normalmente.

Quando a operação foi deflagrada, foram cumpridos oito mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Pindamonhangaba (SP) e Taubaté (SP). O grupo de influenciadores é acusado de exibir ganhos falsos nas plataformas divulgadas para atrair apostadores. Os influenciadores investigados podem responder por associação criminosa, exploração de jogos de azar, crime contra a economia popular e lavagem de dinheiro.

Os outros suspeitos do caso são Bruno Fabiano Marques de França, Cristiane de Freitas Gonçalves Silva, Gabriel Ferreira de Oliveira, Carlos Henrique Morgado Rodrigues, Nicolas Guilherme de Freitas Gonçalves Silva e Sandra Regina Ferreira. A Justiça analisa a possibilidade de oferecer acordos para alguns dos envolvidos.

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