Justiça do Distrito Federal nega recurso e mantém Bruno Henrique como réu por estelionato em apostas

Justiça do Distrito Federal nega recurso e mantém Bruno Henrique como réu por estelionato em apostas

O atacante do Flamengo está sendo julgado por supostamente ter tomado um cartão amarelo de propósito.

Distrito Federal.- O jogador de futebol Bruno Henrique, do Flamengo, segue como réu por suspeita de estelionato relacionado a apostas esportivas. Essa foi a decisão emitida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) após recusar o recurso da defesa do atacante.

Bruno Henrique virou réu no ano passado por suspeita de manipulação esportiva, com base no artigo 200 da Lei Geral do Esporte. O processo, que está atualmente na segunda instância, iniciou após Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) ter denunciado o atacante por ter recebido um cartão amarelo de propósito para beneficiar um esquema de fraude em apostas esportivas.

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Além de Bruno Henrique, outras oito pessoas são investigadas no mesmo processo e também tiveram os respectivos recursos negados pelo Tribunal.

No mês de abril, a 3ª Turma Criminal do TJDFT já havia rejeitado outra solicitação da defesa do atleta. Na oportunidade, os advogados pediram embargos de declaração que poderiam interromper a continuidade da ação penal.

Tanto em abril, como agora, a defesa do atacante argumentaram que não há depoimentos e nem representação legal das casas de apostas, que seriam as possíveis vítimas do esquema.

De acordo com o que publicou o ge, o desembargador Jair Soares entendeu que os alertas de suspeita de manipulação que as plataformas de apostas enviaram seriam suficientes para comprovar o interesse dessas empresas na ação judicial.

“A representação para os crimes de ação penal pública condicionada não exige formalidade específica, bastando a demonstração inequívoca do interesse da vítima na persecução penal, cuja aferição, em sede de recurso especial, não pode exigir reexame de provas, sob pena de violação da Súmula n. 7/STJ”, afirmou o desembargador.

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Brasil futebol Jurídico