Flamengo alerta para impacto financeiro nos clubes com possível restrição às bets

Flamengo alerta para impacto financeiro nos clubes com possível restrição às bets

Clube afirma que contratos de patrocínio, investimentos e compromissos com atletas foram assumidos sob o atual ambiente regulatório e defende foco no combate às plataformas ilegais.

Resumo

  • Flamengo divulgou nota após manifestações de clubes e entidades do futebol sobre possíveis novas restrições ao mercado de apostas.
  • Clube defende combate mais rigoroso às plataformas ilegais, em vez de uma interrupção abrupta do mercado regulado.
  • Flamengo alerta que existem contratos de patrocínio de longo prazo e compromissos financeiros assumidos com base no atual ambiente regulatório.
  • Segundo o clube, uma mudança abrupta poderia provocar desequilíbrio financeiro e afetar a sustentabilidade do futebol brasileiro.
  • Flamengo também defende medidas de prevenção, informação e tratamento para pessoas com comportamento de jogo problemático.

Rio de Janeiro.- Após clubes e entidades do futebol brasileiro se manifestarem sobre as discussões envolvendo restrições ao mercado de apostas, o Flamengo divulgou uma nota oficial na terça-feira (22) defendendo a manutenção do mercado regulado e o endurecimento do combate às plataformas ilegais. O clube também alerta para os impactos financeiros que uma eventual proibição ou interrupção abrupta das operações poderia provocar no futebol brasileiro.

No posicionamento, o Flamengo destaca que a regulamentação das apostas no Brasil foi resultado de um processo de discussão e aprovação no Congresso Nacional e que, a partir das regras estabelecidas, clubes e outros agentes do futebol passaram a assumir compromissos considerando o novo ambiente regulatório.

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“O Brasil decidiu regular as apostas. Houve um amplo processo de discussão, seguido pela deliberação e aprovação do Congresso Nacional, e a regulamentação estabeleceu regras para a operação das empresas, mecanismos de fiscalização e medidas de proteção aos consumidores”, afirma o clube.

Um dos principais pontos levantados pelo Flamengo é o impacto que uma eventual mudança abrupta poderia provocar nas finanças do futebol brasileiro. Segundo o clube, os efeitos não ficariam restritos à perda de novas receitas de patrocínio, uma vez que existem acordos em vigor e compromissos assumidos com base nesses recursos.

“Existem contratos de patrocínio já firmados, muitos deles de longo prazo, além de compromissos financeiros e decisões de investimento e contratação de atletas assumidos com base no ambiente regulatório estabelecido no país”, destaca.

Na sequência, o Flamengo afirmou que uma mudança dessa natureza poderia colocar em risco compromissos já assumidos e provocar “um forte desequilíbrio financeiro nos clubes, com impacto direto sobre a sustentabilidade do futebol brasileiro”.

O clube também defende que o enfrentamento aos problemas relacionados às apostas seja concentrado principalmente no mercado ilegal. Para o Flamengo, restringir de forma abrupta empresas que passaram pelo processo de autorização não seria a resposta adequada para combater a atividade clandestina.

“O que o futebol entende como inadequado é substituir o enfrentamento da ilegalidade pela restrição abrupta de um mercado que foi legalizado, regulado e tributado pelo próprio Estado”, diz a nota.

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Segundo o posicionamento, operadores clandestinos não estão sujeitos às mesmas exigências de fiscalização, transparência e proteção ao consumidor aplicadas às empresas autorizadas. Nesse cenário, o Flamengo defende o fortalecimento da fiscalização e das medidas destinadas a impedir a atuação de plataformas ilegais.

O clube também aborda os impactos sociais das apostas e afirmou que a defesa do mercado regulado não deve ser interpretada como oposição a políticas de proteção aos consumidores.

“É possível e necessário fazer as duas coisas: combater o jogo ilegal, aprimorar a fiscalização, fortalecer mecanismos de prevenção, ampliar a informação ao consumidor e garantir atenção e tratamento para pessoas que desenvolvam comportamento de jogo problemático”, afirma.

Por fim, o Flamengo defende que eventuais mudanças na política de apostas considerem os possíveis efeitos sobre os consumidores e sobre o mercado regulado, inclusive o risco de migração da atividade para plataformas clandestinas.

Para o clube, medidas de proteção à população devem ser acompanhadas de políticas públicas de prevenção e tratamento, sem provocar a substituição do ambiente regulado por um mercado sobre o qual o Estado possui menos instrumentos de fiscalização e controle.

Neste artigo:
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