Fim das bets: COB alerta para impacto milionário no orçamento do esporte olímpico
Emanuel Rego defendeu o diálogo com o poder público para buscar alternativas para a perda de recursos.
O diretor-geral do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Emanuel Rego comentou sobre os impactos da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, que proibiu a operação de igaming no país, nos recursos para o esporte olímpico nacional. Em entrevista ao CNN Esportes S/A do domingo (18), ele reconheceu os efeitos da mudança sobre o orçamento da entidade.
Emanuel, que foi campeão olímpico de vôlei de praia, abordou como a MP pode afetar o orçamento do COB. De acordo com Rego, o Comitê contava com os recursos das bets neste ano. “Nesse momento, a gente tinha programado uma parte do orçamento com recursos que vêm das bets. Cria-se um impacto, sim”, afirmou o diretor-geral.
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Além de abordar possíveis restrições orçamentárias, o campeão olímpico também comentou sobre a possibilidade diálogo com o poder público para buscar alternativas à MP. “Estamos abertos para fazer esse entendimento, conversar com o universo público sobre o que podemos fazer para mitigar essas dificuldades que as entidades estão tendo”, finalizou Emanuel.
A proibição das bets no Brasil pode retirar cerca de R$ 2,623 bilhões (US$ 518 milhões) do esporte olímpico e paralímpico até o fim de 2027. A estimativa foi calculada pelo Comitê Olímpico do Brasil e considera recursos que deixariam de ser destinados ao Ministério do Esporte, ao COB, ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), ao Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) e a outras entidades. As informações foram publicadas pelo O Globo.
Do total projetado, aproximadamente R$ 497 milhões (US$ 98 milhões) correspondem aos repasses esperados entre outubro e dezembro de 2026, enquanto outros R$ 2,1 bilhões (US$ 414,7 milhões) estavam previstos para 2027. O cálculo tomou como referência os valores recebidos entre 2025 e setembro deste ano e não inclui recursos destinados diretamente às confederações em razão das apostas realizadas em suas modalidades.
Os repasses faziam parte do modelo estabelecido pela Lei nº 14.790/2023. Pela legislação, 36% da arrecadação das apostas tinha destinação relacionada ao esporte. Desse montante, 22,20% iam para o Ministério do Esporte, 2,20% para o COB, 1,30% para o CPB e 0,70% para o CBC, além de percentuais destinados a outras entidades esportivas e aos estados e Distrito Federal.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News