ANJL destaca avanço do mercado regulado com redução no uso de cartão de crédito em apostas
Associação afirma que redução do indicador reforça os efeitos das regras do mercado regulado, mas defende intensificação do combate às plataformas ilegais.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) afirmou que a regulamentação do mercado de apostas tem contribuído para tornar o ambiente mais seguro para os apostadores brasileiros. A avaliação foi divulgada após a publicação de uma pesquisa do Datafolha, que apontou redução no uso de cartão de crédito para realizar apostas.
Segundo o levantamento, divulgado na quinta-feira (15), o percentual de apostadores que utilizam cartão de crédito caiu de 15% para 10%. No mercado regulado brasileiro, essa modalidade de pagamento é proibida por representar riscos aos consumidores.
Em publicação feita em sua página oficial no Linkedin, a ANJL afirmou que “a regulamentação está tornando o ambiente de apostas cada vez mais seguro para os brasileiros”. Para a entidade, a queda no uso do cartão de crédito representa “um avanço importante” na implementação das regras do setor.
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Apesar do resultado, a associação ressaltou que ainda é necessário reforçar as ações contra operadores ilegais. Segundo a ANJL, “há a necessidade de intensificar o combate aos operadores ilegais, que continuam desrespeitando as regras estabelecidas pela regulamentação do Brasil”.
A entidade também destacou que atua para fortalecer o mercado regulado e promover boas práticas no setor.
“A ANJL atua diariamente para fortalecer o mercado regulado, promover o jogo responsável e apoiar iniciativas que garantam mais segurança, transparência e proteção aos apostadores”, afirmou a associação.
Pesquisa indica que os apostadores brasileiros estão mais responsáveis; veja os detalhes
Uma pesquisa do Datafolha tentou traçar um perfil dos apostadores brasileiros. Foram entrevistadas 1.970 pessoas de 139 municípios de todas as regiões do país entre os dias 20 e 21 de maio. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Segundo a Folha de S. Paulo, o estudo indicou que os apostadores brasileiros têm uma relação mais responsável com as apostas atualmente. Em comparação com um levantamento semelhante realizado em 2024, diminuíram de 22% para 19% as pessoas que afirmaram ter usado o dinheiro da poupança para gastar com apostas.
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Além disso, também caíram de 19% para 11% aqueles que declararam ter deixado de comprar algo para investir em apostas. A porcentagem de entrevistados que afirmou ter pego dinheiro emprestado para jogar também diminuiu, passando de 15% , em 2024, para 8%, em 2026. Outra redução considerável foi o número de apostadores que deixaram de pagar contas para usar em plataformas de igaming foi de 13% para 6%.
A pesquisa do Datafolha revelou ainda que menos entrevistados consideram as apostas como uma forma de diversão, caindo de 9% para 6%. Algo que não mudou em dois anos foi a percepção de 30% das pessoas ouvidas, que consideram as apostas uma perda de dinheiro.
O documento constatou também que a quantidade de entrevistados que pensam que os jogos online viciam subiu de 54% para 57%. 1% dos entrevistados de 2026 vê as casas de apostas de quota fixa como uma fonte de renda ou investimento financeiro. A parcela de entrevistados com mais de 18 anos que declararam apostar se manteve em 7% ao longo dos dois anos entre as pesquisas.
Perfil dos apostadores
De acordo com o levantamento, a maior parte dos apostadores brasileiros é masculina. A faixa etária predominante é dos 18 aos 24 anos. A frequência de apostas mais comum entre os usuários é mensalmente, declarada por 36% dos ouvidos, enquanto 20% disseram apostar todos os dias.
Já a média mensal de valores gastos declarados foi de cerca de R$ 240 (US$ 47) para apostas esportivas e R$ 230 (US$ 45) para cassino online.