TCE-MG suspende auxílio a clubes mineiros que seria compensação por fim das bets
A decisão atende a pedido do governador eleito, Cleitinho Azevedo, que questionou a falta de estudos técnicos e de critérios objetivos para a escolha dos clubes.
Resumo
- O TCE-MG determinou o cancelamento do auxílio que o governo de Minas Gerais pagaria a clubes de futebol do estado para compensar a queda na arrecadação causada pela proibição das apostas de quota fixa.
- O governo havia anunciado, em 29 de setembro, R$ 32 milhões (US$ 5,8 milhões) para América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro, com repasse previsto para 2027.
- A divisão previa R$ 2 milhões (US$ 366.414) para o América-MG e R$ 15 milhões (US$ 2,7 milhões) para cada um dos outros dois clubes.
- A decisão foi assinada em 3 de novembro pelo conselheiro em exercício Licurgo Mourão, após pedido do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos).
- Cleitinho questionou a ausência de estudos técnicos e de critérios objetivos para escolher os clubes e dividir os valores dos patrocínios.
O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou o cancelamento do auxílio de R$ 32 milhões (US$ 5,8 milhões) que o governo estadual pagaria a América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro para compensar a queda na arrecadação causada pela proibição do mercado de apostas de quota fixa. A decisão atende a representação do governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), que questionou a destinação de recursos em um momento que descreveu como de dificuldades fiscais e elevado endividamento. Os repasses estavam previstos para 2027.
Minas Gerais.- O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou o cancelamento de um auxílio que o governo do estado iria pagar a clubes de futebol da unidade federativa como forma de compensar a queda na arrecadação causada pela proibição do mercado de apostas de quota fixa no Brasil.
No dia 29 de setembro, o governo do estado de Minas Gerais anunciou que destinaria R$ 32 milhões (US$ 5,8 milhões) para o América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro, sendo R$ 2 milhões (US$ 366.414) para o primeiro e R$ 15 milhões (US$ 2,7 milhões) para cada um dos outros dois clubes. O repasse dos recursos seria feito em 2027.
Veja também: Governo de Minas Gerais anuncia repasse de R$ 32 milhões a clubes após saída de bets como patrocinadores
Segundo o ge, a decisão do TCE, proferida na terça-feira (3), foi assinada pelo conselheiro em exercício Licurgo Mourão após pedido do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos), que questionou a destinação de recursos estaduais em um momento, que nas palavras de Azevedo, seria de “dificuldades fiscais e elevado endividamento”.
A proposta original seria que, em contrapartida pelo patrocínio, os atletas dos clubes mineiros estampariam as marcas da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Os times também receberiam investimentos no futebol feminino e ingressos gratuitos para estudantes de baixa renda.
Porém, a representação de Cleitinho questionou a ausência de estudos técnicos e critérios objetivos para escolher essas equipes específicas e a divisão de valores dos patrocínios.
Perguntas frequentes (FAQs)
- Por que o TCE-MG cancelou o auxílio aos clubes mineiros? A decisão atendeu a pedido do governador eleito, Cleitinho Azevedo, que questionou a ausência de estudos técnicos e de critérios objetivos para escolher os clubes e dividir os valores. Ele também citou dificuldades fiscais e elevado endividamento do estado.
- Quanto cada clube receberia do governo de Minas? O América-MG receberia R$ 2 milhões (US$ 366.414), e o Atlético-MG e o Cruzeiro, R$ 15 milhões (US$ 2,7 milhões) cada. O total chegaria a R$ 32 milhões (US$ 5,8 milhões), com repasse previsto para 2027.
- Qual era a contrapartida dos clubes pelo patrocínio? Os atletas estampariam as marcas da Codemge e da Cemig. Os times também receberiam investimentos no futebol feminino e ofereceriam ingressos gratuitos para estudantes de baixa renda.
- Qual a relação do auxílio com a proibição das apostas? O governo anunciou o auxílio como forma de compensar a queda na arrecadação dos clubes causada pela proibição do mercado de apostas de quota fixa no Brasil.