Steven Valentine, Comtrade Gaming: “Esperamos que o Brasil seja um grande mercado para nós”

Steven Valentine, diretor comercial de Comtrade Gaming.
Steven Valentine, diretor comercial de Comtrade Gaming.

O diretor comercial da Comtrade Gaming fala sobre a participação da empresa no BiS SiGMA Americas 2025 e os desafios de operar na América Latina.

Entrevista exclusiva.- O diretor comercial da Comtrade Gaming, Steven Valentine, concedeu uma entrevista exclusiva à Focus Gaming News sobre a expectativa de participação da empresa no BiS SiGMA Americas 2025, que acontecerá, de 7 a 10 de abril, em São Paulo (SP). A conferência é uma das maiores da indústria de jogos de azar da América Latina.

Além de comentar sobre as expectativas para o evento, Valentine detalhou os futuros planos e alianças da empresa, opinou sobre os procedimentos de licenciamento no Brasil e mencionou os desafios da região, entre outros temas.

A Comtrade Gaming participará do SiGMA Americas no Brasil. Quais são as suas expectativas para o evento e o que você acha que os visitantes estarão procurando?

Participamos do SiGMA Brasil no ano passado e ficamos impressionados com a qualidade do evento. Este é o nosso primeiro ano de exposição e dada a quantidade de foco que os operadores têm agora nesse mercado, achamos que será enorme. A nova regulamentação no Brasil trouxe muito entusiasmo ao mercado, mas também criou problemas para operadoras novas e existentes.

Os operadores locais enfrentam agora uma concorrência mais acirrada por parte de operadores europeus altamente experientes. Os operadores experientes normalmente possuem conjuntos de recursos maiores e são capazes de implementar mudanças com muito mais rapidez. Eles também costumam ter orçamentos de marketing maiores. Isto significa que os operadores locais precisam ter os melhores parceiros para poderem competir. A plataforma que escolherem desempenhará um papel vital no seu sucesso e esperamos que muitos operadores procurem o parceiro de plataforma certo.

O que podemos esperar da Comtrade Gaming em termos de planos futuros para a plataforma ou parcerias estratégicas no setor igaming?

Já lançamos nosso primeiro cliente no Brasil e assinamos contratos para o segundo. Esperamos que o Brasil seja um grande mercado para nós. Em relação aos recursos reais da plataforma, temos desenvolvido ferramentas de IA em torno do comportamento e da previsão dos jogadores. Algumas empresas estão fazendo isso, mas pelo que vimos, elas são baseadas em regras, e não na verdadeira IA.

Estamos confiantes de que o que desenvolvemos realmente fará a diferença nos valores vitalícios dos jogadores. Também temos muitos recursos de gamificação que serão lançados. O mercado brasileiro é dominado pelas apostas esportivas e podemos ver que haverá um enorme crescimento no lado dos cassinos, e a nossa plataforma está bem posicionada para apoiar essa expansão.

Qual a sua opinião sobre a atual incerteza em torno dos procedimentos operacionais relativos ao licenciamento no Brasil?

Não há dúvida de que o licenciamento é complexo e a necessidade de ter acionistas locais complica ainda mais as coisas para os operadores não locais. No entanto, o fato de cada licença poder operar três marcas criou um mercado de revenda para algumas destas faixas extra, facilitando a entrada de outras marcas no mercado.

Existem também complexidades em torno da regulamentação em si, tendo a tecnologia certificada e depois cada integração individual certificada. A forma como um operador/provedor de plataforma gerencia o processo KYC é um dos aspectos mais importantes e ter um processo simplificado pode fazer uma diferença significativa.

Você disse que a empresa está montando sua equipe técnica que fala português e contratou um head de vendas para a América Latina em um escritório no Brasil, por que você acha importante tomar essas medidas?

É fundamental. Veja o Brasil, por exemplo, onde apenas 5% das pessoas falam inglês. Não é realista esperar fazer negócios sérios sem a população local. Também notamos diferenças culturais significativas, e é essencial ter pessoas que entendam e possam se identificar com essas nuances. Talvez seja mais fácil se você estiver apenas vendendo jogos, mas as plataformas são extremamente complexas e uma parceria só funciona bem com a comunicação diária entre uma ampla gama de pessoas dentro de uma operadora. Este nível de colaboração simplesmente não é possível sem uma equipa que fale português.

Quais você acha que serão os principais desafios que a indústria enfrentará na América Latina em 2025?

As exigências dos operadores locais são elevadas e estes esperam que as coisas sejam feitas mais rapidamente do que qualquer outro mercado. A abordagem multimarca significa que muitas operadoras também estão adotando uma abordagem multiplataforma. Isso lhes dá a oportunidade de experimentar fornecedores diferentes e consolidar posteriormente.

Já vimos muitas mudanças de fornecedores locais e internacionais, e essas decisões são tomadas rapidamente. Neste ambiente competitivo, um bom serviço será fundamental para garantir que os negócios resistam ao teste do tempo.

Veja também: Steven Valentine, Comtrade Gaming: “Temos uma solução pronta para as operadoras brasileiras”

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