Sportradar prevê US$ 50 bilhões em apostas na Copa do Mundo de 2026 e destaca papel da IA na retenção de clientes
Relatório aponta que 19% dos consumidores devem realizar sua primeira aposta esportiva durante o torneio e reforça a importância da personalização para as operadoras.
Comunicado de imprensa.- A Sportradar divulgou um novo relatório sobre as oportunidades que a Copa do Mundo de 2026 deve gerar para o mercado latino-americano de apostas esportivas. Segundo a empresa, a competição terá potencial para movimentar cerca de US$ 50 bilhões (R$ 275 bilhões) em apostas em todo o mundo, impulsionada pela expansão do torneio para 48 seleções e 104 partidas disputadas ao longo de 39 dias.
Além do volume financeiro esperado, a companhia destaca que esta edição do Mundial deve acelerar transformações importantes no comportamento dos consumidores e na forma como as operadoras se relacionam com seus clientes.
De acordo com o estudo, cerca de 60% dos consumidores pretendem apostar online ou por meio de aplicativos móveis durante a competição. Outro dado que chama a atenção é o potencial de aquisição de novos usuários, que chega a aproximadamente 19% o número de fãs que afirmam que pretendem realizar sua primeira aposta esportiva durante o torneio.

A Sportradar acredita que esse cenário representa uma oportunidade estratégica para as operadoras da América Latina, especialmente em mercados regulados como o Brasil, que passará pelo seu primeiro ciclo completo de Copa do Mundo sob um modelo regulatório formal.
Novo perfil de apostador
Um dos principais pontos do relatório é o surgimento de um novo perfil de apostador. Segundo a Sportradar, os consumidores atuais não querem apenas assistir aos jogos, mas também participar da experiência, influenciar o que acontece ao seu redor e consumir conteúdos personalizados em diferentes canais.

O estudo aponta que os apostadores modernos valorizam formatos mais interativos, que exige personalização, opções de pagamento sem atritos e interação em tempo real por múltiplos canais, elevando a complexidade operacional e a necessidade de plataformas mais resilientes.
Para a empresa, transformar o interesse gerado pela Copa em relacionamento de longo prazo exigirá investimentos em tecnologia, análise de dados e ferramentas capazes de oferecer experiências individualizadas.
Os três pilares do sucesso
A Sportradar defende que as operadoras devem estruturar suas estratégias em três pilares fundamentais durante a Copa do Mundo de 2026.

O primeiro é o aprimoramento da experiência de apostas, por meio de produtos como Bet Builders e apostas combinadas personalizadas, que permitem aos usuários criar mercados alinhados às narrativas das partidas.
O segundo é o fortalecimento do engajamento dos fãs. Segundo o relatório, as marcas vencedoras serão aquelas capazes de acompanhar toda a jornada emocional do torcedor, desde a expectativa pré-jogo até as reações após o apito final.
O terceiro pilar é a proteção da integridade do mercado. A empresa ressalta que o crescimento das apostas exige sistemas avançados de monitoramento para detectar atividades suspeitas e preservar a confiança dos consumidores, operadores e entidades esportivas.
Inteligência artificial como diferencial competitivo
O relatório também coloca a inteligência artificial no centro das estratégias para o setor.
Segundo a Sportradar, a tecnologia já desempenha papel fundamental na personalização da experiência dos usuários, na criação de campanhas de marketing em tempo real e na gestão de risco das operações.
A empresa afirma que ferramentas baseadas em IA permitem identificar momentos-chave das partidas, adaptar mensagens automaticamente para diferentes públicos e oferecer conteúdos personalizados de acordo com o comportamento dos usuários.
Na área de integridade, a Sportradar destaca que sua plataforma de monitoramento utiliza inteligência artificial para analisar bilhões de movimentos de odds e detectar padrões suspeitos de manipulação de resultados.
Oportunidade além da Copa
Nas conclusões do estudo, a Sportradar argumenta que a Copa do Mundo de 2026 deve ser encarada pelas operadoras não apenas como um período de aumento temporário no volume de apostas, mas como uma oportunidade de aquisição e retenção de clientes no longo prazo.
Segundo a empresa, as operadoras que conseguirem combinar personalização, produtos dinâmicos, engajamento dos fãs e proteção da integridade estarão mais bem posicionadas para conquistar participação de mercado após o encerramento do torneio.
Para a Sportradar, a vantagem competitiva no futuro dependerá menos de picos momentâneos de apostas e mais da capacidade de transformar dados, inteligência artificial e experiências personalizadas em relacionamentos duradouros com os consumidores.