Sindibets-SP publica manifesto contra a proibição do mercado regulado de apostas de quota fixa
A entidade alerta para os milhares de empregos que seriam perdidos pelo fim das bets reguladas.
Resumo
- O Sindibets-SP publicou um manifesto contra uma possível proibição do mercado de igaming no Brasil.
- A entidade considera injusto punir as operadoras regulamentadas que escolheram seguir as regras de operação.
- Para o Sindicato, acabar com as empresas autorizadas não elimina as apostas, pois a demanda migra para plataformas ilegais.
- Na visão da instituição, o melhor caminho seria combater o mercado clandestino e fortalecer as empresas reguladas, que usam mecanismos como reconhecimento facial e prevenção à lavagem de dinheiro.
- O Sindibets defende educação financeira, prevenção ao jogo problemático e publicidade responsável.
- O manifesto ressalta que o mercado regulado gera empregos e arrecadação, e defende fazer a regulação funcionar melhor, cobrando quem opera legalmente e agindo com rigor contra os ilegais.
São Paulo.- Mais uma entidade que representa o mercado regulado de apostas se posicionou contra uma possível proibição do mercado de igaming no Brasil. O Sindicato das Empresas Operadoras de Apostas Esportivas e Jogos Online do Estado de São Paulo (Sindibets-SP) publicou um manifesto sobre o tema na quarta-feira (23).
Para o Sindicato, caso a intenção do governo federal de publicar uma medida provisória para restringir o mercado de apostas se concretize, seria uma atitude injusta com as operadoras regulamentadas no país. A entidade entende que seria uma punição para aqueles que buscaram seguir regras de operação.
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“Não é aceitável que a resposta aos problemas das apostas seja simplesmente acabar com as empresas que decidiram operar dentro da lei. Essa solução pode parecer fácil no discurso, mas é frágil na prática. Acabar com as empresas autorizadas não acaba com as apostas”, argumenta o Sindicato.
“A demanda não desaparece por decreto. Ela migra para plataformas ilegais, que não têm compromisso com o consumidor, não identificam adequadamente seus usuários, não oferecem mecanismos de autoexclusão, não respeitam limites, não prestam contas e não podem ser efetivamente fiscalizadas pelo Estado”, acrescenta o Sindibets.
A instituição afirma que o melhor caminho para resolver problemas relacionados ao igaming seria combate o mercado clandestino e fortalecer as empresas reguladas. O manifesto destaca que os operadores licenciados utilizam ferramentas de identificação de apostadores, como reconhecimento facial, além de mecanismos de prevenção a fraudes, controles de pagamentos e políticas de prevenção à lavagem de dinheiro, que não estão presentes em sites ilegais.
“Defendemos também mais educação financeira, políticas públicas de prevenção e tratamento do jogo problemático, publicidade responsável e diálogo permanente com o poder público, especialistas, entidades esportivas, consumidores e trabalhadores. É possível reconhecer os danos, proteger os mais vulneráveis e, ao mesmo tempo, preservar um mercado formal, fiscalizado e responsável. Uma coisa não exclui a outra”, declara o Sindibets.
A instituição ressalta ainda que o mercado regulado gera milhares de empregos e bilhões de reais em arrecadação para o estado. “Por trás de cada empresa regulada, existem colaboradores, profissionais e famílias. São pessoas que trabalham em tecnologia, atendimento, segurança da informação, marketing, jurídico, finanças, análise de dados, integridade e compliance. Pessoas que escolheram o mercado formal, que construíram suas carreiras nesse ambiente e que todos os dias trabalham para que as empresas cumpram as regras e o setor se desenvolva com responsabilidade”, afirma um trecho do manifesto.
“Quando se fala em simplesmente acabar com as “bets”, fala-se de acabar com empregos, carreiras, renda e projetos de vida. Fala-se de gente que fez uma escolha: trabalhar dentro da legalidade, em um setor novo, tecnológico e inovador, acreditando que o marco regulatório criado pelo Estado seria respeitado”, acrescenta o documento.
“O caminho é fazer funcionar melhor a regulação que acabou de ser construída. É cobrar mais de quem opera legalmente e agir com rigor contra quem opera ilegalmente. É garantir segurança para os consumidores, para as empresas e para os milhares de colaboradores que fazem parte desse ecossistema”, finaliza o Sindibets-SP.
Por Equipe Editorial da Focus Gaming News