Ministro da saúde defende restrição à publicidade de bets e compara apostas ao cigarro

Ministro  da Saúde, Alexandre Padilha ( Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha ( Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Alexandre Padilha afirma que avanço na regulação é necessário para conter vício e classifica apostas como questão de saúde pública.

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, voltou a defender a regulamentação mais rígida da publicidade de apostas esportivas no Brasil. A declaração foi feita na sexta-feira (10), em São Paulo, após participação em agenda oficial ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Padilha, o crescimento das chamadas “bets” deve ser tratado como um problema de saúde pública, com medidas semelhantes às adotadas no passado para o controle do tabagismo.

“Eu defendo que a gente trate o problema das bets como a gente tratou o problema do cigarro, enfrentando o problema da publicidade”, afirmou o ministro, em matéria da Agência Brasil.

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A declaração foi dada após a inauguração do Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin), no Instituto do Coração (InCor), ligado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Padilha destacou que o governo já avançou ao restringir o acesso de menores de idade às plataformas de apostas, mas avalia que novas medidas são necessárias, especialmente no campo da publicidade.

“É preciso dar um passo além, no Congresso, proibindo a publicidade e reduzindo esse acesso, porque isso é um grave problema de saúde pública”, disse.

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O ministro também reforçou a comparação com o histórico da indústria do tabaco, citando o impacto que a publicidade teve no consumo, inclusive entre jovens. Segundo ele, o cenário atual das apostas online apresenta semelhanças com o passado do cigarro, quando campanhas publicitárias estavam amplamente presentes em eventos esportivos.

Em declarações recentes à Rádio Nacional, Padilha já havia classificado o vício em apostas como um problema de dimensão semelhante ao do tabagismo, defendendo medidas mais restritivas para conter sua expansão.

O tema deve avançar no Congresso Nacional, onde parlamentares discutem possíveis mudanças nas regras de publicidade e operação das plataformas de apostas no país.

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