Mais de 217 mil brasileiros pedem autoexclusão de sites de apostas online em 40 dias
Ferramenta do governo permite bloqueio voluntário do acesso às bets e suspensão de publicidade; maioria dos pedidos está relacionada à saúde mental.
Mais de 217 mil brasileiros solicitaram a autoexclusão de contas em sites de apostas em pouco mais de um mês de funcionamento da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada pelo governo federal em dezembro. Os dados são do Ministério da Fazenda.
Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), os pedidos foram registrados ao longo de 40 dias. A ferramenta permite que qualquer cidadão bloqueie voluntariamente o próprio acesso a sites de apostas e deixe de receber publicidade do setor por um período determinado ou indeterminado.
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O principal motivo alegado pelos apostadores foi “perda de controle sobre o jogo – saúde mental”, responsável por 37% das solicitações. Em seguida, aparece a preocupação em “prevenir que meus dados sejam utilizados por plataformas de apostas”, citada por 25% dos usuários.
A maioria dos pedidos de autoexclusão, cerca de 73%, foi feita por tempo indeterminado. Outros 19% optaram pelo bloqueio por um período de um ano. Além de impedir o acesso às plataformas, o sistema também torna o CPF do solicitante indisponível para novos cadastros e para o recebimento de publicidade direcionada de casas de apostas.
Embora as empresas do setor já sejam obrigadas a oferecer mecanismos de autoexclusão em seus próprios sites e aplicativos, a plataforma do governo permite o bloqueio simultâneo de todas as contas em sites de apostas autorizados.
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As informações fazem parte do balanço divulgado pela SPA sobre o primeiro ano do mercado regulado de apostas no Brasil. Em 2025, mais de 25 mil sites ilegais foram bloqueados no país.
De acordo com a secretaria, 25,2 milhões de brasileiros realizaram apostas nas 184 empresas autorizadas a operar no território nacional no ano passado. A maioria dos apostadores é formada por homens (68,3%), enquanto as mulheres representam 31,7%.
Em relação à faixa etária, o maior grupo de apostadores tem entre 31 e 40 anos, correspondente a 28,6% do total. Já os jovens de 18 a 24 anos representam 22,7%, mesmo percentual registrado entre pessoas de 25 a 30 anos.