Loterias: Febralot informa que mais produtos serão comercializados na rede lotérica

Loterias: Febralot informa que mais produtos serão comercializados na rede lotérica

A instituição, que representa o setor, anunciou a abertura do balcão lotérico.

Ricardo Amado Costa, presidente da Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot), anunciou, na segunda-feira (14), que a Caixa Econômica Federal concordou com a proposta de abertura do balcão da rede lotérica. Com essa medida, as casas lotéricas terão maior autonomia para comercializar outros produtos além dos jogos tradicionais administrados pelo banco estatal.

Essa é uma pauta que vem sendo discutida desde a eleição da atual direção da Federação. A ampliação dos produtos que podem ser comercializados nas lotéricas é uma das medidas sugeridas para aumentar a sustentabilidade da rede de loterias no país.

Para a Febralot, seria importante acrescentar artigos ao portfólio que podem ser comercializados em lotéricas, a exemplo de bilhetes de loterias que não são da Caixa e até produtos sem relação com jogos de azar, como álbuns de figurinhas.

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“O que sempre sonhamos está se tornando realidade: a liberdade comercial nas lotéricas começou de verdade. A Caixa acaba de autorizar, de forma direta e simplificada, a realização de outras atividades comerciais no mesmo espaço da lotérica — sem necessidade de autorização prévia”, comentou Ricardo Costa.

“Penso que essa mudança é histórica e representa mais autonomia, mais oportunidades de receita e mais força para o nosso negócio. A Caixa publicou uma lista oficial de atividades previamente autorizadas, eliminando burocracias e dando o primeiro passo rumo a um novo modelo de lotérica: mais versátil, mais sustentável e mais alinhado com as necessidades da comunidade”, acrescentou.

Entre os novos itens permitidos pela Caixa, estão passagens rodoviárias, serviços de papelaria, mercearia, farmácia e produtos Jequiti.

“Ou as lotéricas comercializam apostas esportivas ou vão desaparecer”, afirma presidente da Febralot

A expansão das plataformas de apostas online tem feito com que as empresas que oferecem outros jogos de azar precisem se transformar para que continuem no mercado. Essa é a visão de Ricardo Amado Costa, presidente da Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot). Segundo ele, “ou as casas lotéricas se tornam canais de comercialização desses novos jogos, ou vão desaparecer”.

Costa fez essa afirmação durante uma entrevista no podcast Virada de Chave, da Campo Grande News. Segundo o presidente da Febralot, que é proprietário de uma lotérica em Campo Grande (MS), “hoje as bets movimentam cerca de R$ 30 bilhões (USD 5.3 bi) por mês, mais do que a arrecadação anual da Caixa”.

Para o representante dos lotéricos, além da concorrência com as apostas esportivas e jogos de cassino online, outro desafio para o setor de loterias é o sistema que precisa se renovar. “A estrutura está envelhecida. Precisamos de mudanças para sobreviver”.

Uma sugestão entidade para melhorar o sistema lotérico está relacionada à inclusão digital plena dos empresários do setor. A Febralot acredita que seria mais benéfico para a rede de loterias terem mais independência no ambiente digital, que hoje tem os serviços e ferramentas concentradas no sistema da Caixa.

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