Belo Horizonte cria política pública para tratar dependência em jogos de azar

Belo Horizonte cria política pública para tratar dependência em jogos de azar

Política municipal reconhece dependência em apostas como questão de saúde pública.

Minas Gerais.- Belo Horizonte passou a contar, a partir da quarta-feira (21), com uma política pública voltada ao atendimento de pessoas com dependência em jogos de azar. A medida responde ao avanço do vício em apostas online e aplicativos de jogos e prevê ações de prevenção, acolhimento e tratamento na rede pública de saúde.

A Lei nº 11.964, publicada no Diário Oficial do Município, institui a Política Municipal de Atenção à Saúde Mental de Pessoas com Transtornos Associados à Dependência de Jogos de Azar. O texto foi aprovado pela Câmara Municipal e sancionado sem vetos pelo prefeito em exercício, Professor Juliano Lopes.

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Classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno mental, a ludopatia é caracterizada pela perda de controle sobre o ato de apostar, mesmo diante de prejuízos financeiros, endividamento e conflitos familiares. A legislação municipal define a dependência em jogos de azar como um transtorno de comportamento com impactos na saúde mental, nas finanças e nas relações sociais.

A política prevê a realização de campanhas educativas sobre os riscos associados às apostas, o fortalecimento do atendimento especializado na Rede de Atenção Psicossocial, além de ações de acompanhamento, tratamento e reinserção social das pessoas afetadas. Também está prevista a capacitação de profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social para a prevenção e o atendimento dos casos.

A implementação das ações ficará sob responsabilidade do Poder Executivo, por meio da articulação entre secretarias municipais, com possibilidade de parcerias com instituições públicas e privadas. As despesas serão custeadas por dotações orçamentárias próprias.

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Durante a tramitação do projeto, foi destacado que o modelo digital das apostas, marcado por acesso contínuo, anonimato e rapidez nas transações, intensifica o comportamento compulsivo. Estimativas apontam que mais de quatro milhões de brasileiros enfrentam problemas relacionados à dependência em jogos de azar, sobretudo em plataformas online.

A lei foi aprovada por unanimidade no Legislativo municipal e passa a integrar as políticas de saúde mental do município, com foco na prevenção e no tratamento do transtorno associado às apostas.

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