51% dos brasileiros têm visão negativa de influenciadores que promovem bets, indica pesquisa

51% dos brasileiros têm visão negativa de influenciadores que promovem bets, indica pesquisa

4% dos entrevistados afirmam que deixaram de seguir personalidades que fazem propagandas de apostas.

A organização More in Common, em parceria com a Ipsos-Ipec, divulgou o resultado da pesquisa “O brasileiro e as bets: impactos nos influencers”, levantamento que visa compreender a visão que o público do Brasil tem de celebridades que fazem publicidade de plataformas de apostas de quota fixa. Segundo o estudo, 51% dos brasileiros têm visão negativa de influenciadores que fazem propaganda de bets.

Ainda de acordo com a pesquisa, 19% dos entrevistados disseram ter uma posição neutra sobre o tema e outros 9% disseram ver de forma positiva os influencers que divulgam bets. Os pesquisadores ouviram 2 mil pessoas com idades a partir de 16 anos de 130 cidades de todas as regiões do país entre os dias 4 e 8 de julho. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Os dados atuais complementam outros divulgados no mês passado, que envolvem a visão dos brasileiros sobre a relação das apostas com a integridade esportiva.

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O mais recente estudo constatou que, entre aqueles que não gostam de influenciadores que propagam bets, 22% consideram essas celebridades como “irresponsáveis”. Além disso, outros 17% acham que os influencers exploram os seguidores, 8% pensam que eles fazem apenas por benefício próprio e 4% afirmam que deixaram de seguir essas personalidades.

40% dos entrevistados gerais declararam que fazer publicidade do setor de apostas reduz a confiança que têm de influenciadores, artistas e atletas. Esta desconfiança é maior entre as pessoas com ensino superior completo e que ganham acima de cinco salários mínimos.

“A receita imediata da publicidade de apostas é alta, mas a erosão de confiança é elevada e se concentra nas faixas de maior renda e escolaridade — aquelas de maior valor publicitário. O influenciador troca, portanto, um ganho certo hoje, por um desgaste de reputação no público que sustenta sua própria capacidade de monetização no futuro”, avaliou Pablo Ortellado, diretor-executivo da More in Common no Brasil.

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