30% do dinheiro movimentado no mercado brasileiro de apostas vem de sites ilegais, diz pesquisa

30% do dinheiro movimentado no mercado brasileiro de apostas vem de sites ilegais, diz pesquisa

Levantamento da H2 Gambling Capital estima que R$ 15 bilhões anualmente circulam por plataformas sem licença.

Um levantamento sobre o mercado brasileiro de jogos de azar foi apresentado neste segunda-feira (19) durante o evento Casa Brasil, conferência que está sendo realizada em paralelo ao ICE Barcelona. De acordo com a pesquisa da H2 Gambling Capital, anualmente, a indústria de apostas de quota fixa gera um faturamento de R$ 38 bilhões (US$ 7 bi), sendo que 30% desse montante circula entre plataformas sem licença para operar no país.

Os dados foram apresentado por Ed Birkin, Managing Director da H2 Gambling Capital, durante o painel “Mercado Brasileiro de Apostas: Tamanho, Comportamento e Desafios Regulatórios”. Segundo o executivo, o levantamento ouviu 3.500 apostadores brasileiros.

Veja também: Pesquisa mostra que método de pagamento é fator-chave na escolha das bets

Entre os dados identificados pelos pesquisadores, está que 60% entrevistados se preocupam em usar apenas plataformas licenciadas. Entretanto, 20% dos apostadores demonstraram indiferença com a legalidade da casa de apostas, o principal interesse deles são os sites que disponibilizarem os maiores bônus. Além disso, 3% das pessoas ouvidas afirmaram preferir operadoras ilegais.

O levantamento ouviu ainda de 30% das pessoas que elas admitiam não saber como identificar se uma bet é licenciada ou não.

Os pesquisadores estimaram que por volta de um terço do Gross Gaming Revenue (GGR) anual das empresas de apostas no país está em companhias ilegais, o montante que geraria em torno de R$ 15 bilhões (US$ 2,8 bi).

Birkin aproveitou ainda para ressaltar os riscos de medidas restritivas ao setor como um dos motivos para o crescimento do mercado de apostas irregular. Ele citou o caso da Holanda, que após implementar regras rígidas às empresas de igaming, teve uma queda na participação do mercado regulado de 69% para quase 50%.

Neste artigo:
Apostas esportivas Indústria de jogos Jogos de azar